História do ciclismo no Brasil

O ciclismo chegou ao Brasil no final do século 19 e as provas mais importantes eram disputadas no Velódromo do Clube Atlético Paulistano, inaugurado em 1895, em São Paulo, onde hoje fica a Rua da Consolação.

Nas ruas da cidade também eram disputadas grandes provas, entre elas a tradicional 9 de Julho, desde 1933. O primeiro Campeonato Brasileiro foi disputado na cidade de Porto Alegre em 1938.

A Federação Paulista de Ciclismo foi fundada em 1925. A partir de 1930, outros velódromos surgiram, entre eles o Clube Brasil, o Ciclo Clube Ardanuy e o Bom Retiro.

Os ciclistas brasileiros só começaram a ganhar projeção internacional na década de 50.

Cláudio Rosa, em 1952, venceu o torneio Ciclístico Internacional, em Assunção, no Paraguai. Em 1954, Rosa voltou a se destacar com a conquista do Campeonato Americano de Resistência.

Anésio Argenton foi outro ciclista brasileiro que ganhou fama no Campeonato Americano: faturou as provas de velocidade e de quilômetro contra o relógio.

Além disso, Argenton foi ainda o único ciclista brasileiro a conquistar uma medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos, em Chicago, em 1959.

O desempenho brasileiro sempre foi discreto nos Jogos Olímpicos. A primeira participação só aconteceu em Berlim-1936, com Dertônio Ferrer e Ricardo Magnani Netto.

Em 1956, Argenton obteve a nona colocação na prova de velocidade. Em Roma-1960, melhoraria sua participação com uma quinta posição na mesma prova, melhor colocação brasileira na história. Ainda na Itália, Argenton ficou com a sexta colocação na prova de 1.000 metros contra o relógio.

Após longa ausência, o Brasil voltou a participar nas Olimpíadas de Munique-1972, na prova de estrada, com Luís Carlos Flores e Miguel Duarte.

Depois de ficar fora de Montreal-1976, os ciclistas brasileiros aproveitaram os boicotes das nações que dominavam o esporte para ir aos Jogos de Moscou-1980 e Los Angeles-1984. No entanto, as classificações continuaram ruins.

Em Seul-1988, o Brasil ficou em último lugar na prova de perseguição por equipes. Na mesma Olimpíada, Cássio de Paiva foi o 20º colocado na prova de estrada. Ele foi também um dos poucos ciclistas brasileiros a ganharem uma prova do circuito europeu, a Volta de Portugal. Barcelona-1992 e Atlanta-1996 seguiram a mesma linha dos outros Jogos, reservando aos brasileiros um lugar de pouco destaque no cenário mundial.

Em Sydney-2000, os ciclistas brasileiros estiveram presentes nas provas de estrada (masculino e feminino) e mountain bike. Nenhum deles terminou entre os 40 primeiros colocados. No masculino, Murilo Fischer terminou na 89ª colocação da prova de estrada e Renato Seabra, único representante brasileiro no mountain bike, teve problemas com a sua bicicleta e não conseguiu terminar a prova de em Sydney. As ciclistas Cláudia Carceroni e Janildes Fernandes terminaram na 44ª e 49ª colocações, respectivamente, na prova de estrada.

Em Atenas-2004, o Brasil garantiu cinco vagas. Nas provas de estrada, classificaram-se Luciano Pagliarini, Murilo Fischer e Marcio May (equipe masculina) e Janildes Fernandes Silva (na equipe feminina). Já no mountain bike, Jaqueline Mourão conquistou a vaga ao ficar em oitavo lugar no Campeonato Mundial, disputado em agosto de 2003, no Canadá.

Fonte:Uol, Terra e globo.com

By | 2018-06-29T14:46:53+00:00 junho 29th, 2018|Notícias|